SUA EXCELÊNCIA
O SENHOR ANTÓNIO GUTERRES
SECRETÁRIO GERAL DA ONU
Com o coração aflito e angustiado sigo os eventos dramáticos do povo de Cabinda, tendo em conta os ataques violentos que estão a propagar-se em Cabinda, não pode deixar de despertar as conciências de todos os homens e mulheres, solidários a fim de proteje-los dos crimes, que são em certa medida à causa de alguns dos graves problemas que actualmente, se confrota a população em Cabinda.
Informo à Vossa Excelência que a fome e a pobreza, agravadas pelo facto de estarem aliadas a doênças endémicas como: malária e a tuberculose provocam milhões de mortes por ano em Cabinda.
E para reverter este quadro que assola as nossas populações, que coloca homens e mulheres à mercê de aliciamento que inevitavelmente os conduzem à violência. Neste sentido, escrevo à Vossa Excelência, Senhor Secretário Geral e apresento vos as lágrimas, o sofrimento e os brados do Povo de Cabinda.

O meu apelo urgente à Comunidade Internacional a fim de que intervenha para por fim à ocupação do territórrio de Cabinda, em particular as intituições responsáveis pela segurança, paz e direito humanitário que podem ajudar o Povo de Cabinda a exercer a sua Auto-determinação.
Será necessário muita coragem para olhar o caso de Cabinda há um enorme ganho de consciência interna e externa, mas um grande silênncio por parte da Comunidade Internacional sobre a situação do território de Cabinda. Todos os povos têm o direito de falar as suas próprias línguas, desenvolver a sua cultura e costumes.
A arma mais poderosa na política não é a violência, mas sim o diálgo com o povo. O drama de Cabinda é uma página negra na história do processo de descolonização de Àfrica em que Portugal e às Nações Unidas têm responsabilidades acrecisdas na resolução do problema de Cabinda.
Mas, infelizmente a situação de Cabinda contínua a ser ignorada por toda a Comunidade nacional e internacional.
Adjunta da representação diplomatica da FLEC-FAC
Janeta Matondo
